Pagamentos após afastamento judicial levantam suspeitas sobre atos do prefeito de Santa Maria do Pará

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São Miguel do Guamá,07/02/2026

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Pagamentos após afastamento judicial levantam suspeitas sobre atos do prefeito de Santa Maria do Pará


Pagamentos após afastamento judicial levantam suspeitas sobre atos do prefeito de Santa Maria do Pará

Documentos obtidos por vereadores e pela gestão interina de Santa Maria do Pará indicam que o prefeito afastado Alcir Costa da Silva teria autorizado pagamentos a empresas privadas mesmo após decisões judiciais que determinaram seu afastamento do cargo.

De acordo com as informações levantadas, no dia 17 de dezembro de 2025, um dia após o primeiro afastamento determinado pela Justiça e quando já era considerado foragido, Alcir Costa teria encaminhado cinco ofícios ao Banpará solicitando a liberação de valores para contas de diferentes empresas, sem possuir, naquele momento, legitimidade administrativa para ordenar despesas públicas.

Entre as empresas beneficiadas estaria a Transporte Mirante do Trevo EIRELI,  que teria recebido três depósitos nos valores de R$ 146.401,46, R$ 5.000,00 e R$ 9.996,00.

Outra empresa citada é a DLS Comércio, Locações e Construçõesque teria recebido quatro depósitos que, somados, chegam a R$ 175.198,49.

Também consta entre os pagamentos a empresa Canaã Comércio, Construções e Locações de Máquinas, que teria recebido o valor de R$ 120.144,00.

Segundo vereadores do município, além desses repasses realizados em dezembro, novos pagamentos teriam sido identificados no dia 12 de janeiro de 2026, novamente atribuídos a ordens emitidas por Alcir Costa, mesmo após um segundo afastamento judicial.

A descoberta ocorreu após o vice-prefeito em exercício e parlamentares municipais terem acesso às movimentações financeiras da Prefeitura, no processo de verificação das contas públicas após a troca de comando administrativo.

Os fatos levantam questionamentos sobre o possível descumprimento de decisões judiciais e o uso indevido da estrutura administrativa enquanto o gestor estava legalmente impedido de exercer a função.

Até o momento, não há informação oficial sobre abertura de novo inquérito específico para apurar esses pagamentos, mas o material deverá ser encaminhado aos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, para análise.

A situação amplia a crise política e administrativa vivida por Santa Maria do Pará, que já enfrenta investigações por suspeitas de corrupção e fraude em contratos públicos envolvendo a atual gestão.












Procurado, o prefeito afastado Alcir Costa da Silva ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. A Prefeitura, por meio da gestão interina, informou que está reunindo a documentação para encaminhar às autoridades competentes.




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