Alvo de operação da PF no MEC, pastor Arilton Moura está preso no Pará

Por Alexandre Meireles 23/06/2022 - 04:41 hs

O pastor Arilton Moura foi preso em Belém, nesta quarta-feira, 22, pela Polícia Federal, durante uma investigação sobre um esquema de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Educação, sob comando na época do ex-ministro Milton Ribeiro, preso hoje, em São Paulo.

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Já se sabia que a operação “Acesso Pago” tinha um alvo no Pará, mas ainda não havia sido divulgado o nome. Segundo informações, Arilton é acusado de pedir propina a prefeitos, para que recursos do MEC fossem liberados para a construção de escola no Parás. Ainda de acordo com denúncias, Moura teria solicitado pagamentos em ouro e dinheiro. 

A investigação envolve um áudio em que o ex-chefe do MEC, Hamilton Ribeiro dizia liberar verbas da pasta por indicação de dois pastores, Gilmar Santos e Arilton Moura, supostamente a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Conforme divulgado pelo jornal O Globo, Arilton teria pedido ao prefeito de Bonfinópolis (GO) a quantia de R$ 15 mil, além da doação de bíblias para a igreja do pastor. “Papo reto aqui. Eu tenho recurso para conseguir com você lá no ministério, mas eu preciso que você coloque na minha conta hoje R$ 15 mil. É hoje. E porque você está com o pastor Gilmar aqui, senão… Pros outros, foi até mais”, relatou o prefeito da cidade.

Arilton é também braço direito de Santos e assessor de assuntos políticos da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, a qual é presidida por Gilmar Santos, que também é líder do Ministério Cristo para Todos, um ramo da Assembleia de Deus com sede em Goiânia. 

Como assessor político da convenção de ministros, Arilton Moura traz no currículo o fato de já ter ocupado diferentes cargos públicos. Em 2018, foi secretário extraordinário para Integração de Ações Comunitárias no governo Simão Jatene, no Pará. Ele também foi presidente estadual do antigo PHS, hoje Podemos, no Estado.

No mês de março de 2022, o prefeito de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB) denunciou Moura, afirmando que o religioso pediu pagamentos em dinheiro e até em ouro em troca da liberação de verba para escolas e creches. De acordo com o prefeito, Arilton solicitou R$ 15 mil antecipados para protocolar demandas da prefeitura e também um quilo de ouro após a liberação dos recursos.

Com informações do Estado de Minas