Matéria caluniosa acusa o Ex-Prefeito de São Miguel do Guamá de não recolhimento previdenciário e o gestor atual está recolhendo? Vem com O GRANDE!

Por Alexandre Meireles 16/10/2021 - 10:42 hs

Esta semana matéria veiculada em mídias apoiadoras do governo de São Miguel do Guamá, propagaram notícias de possível inelegibilidade por oito anos do ex-prefeito Antônio Doido.

A justificativa da matéria sensacionalista é que o a atual gestão protocolou Ação Judicial de Improbidade Administrativa por suposta irregularidade dos recolhimentos previdenciários durante a gestão de 2017/2020.

No entanto, há dois pontos principais a serem debatidos. O primeiro, a Ação foi recém-proposta, não havendo qualquer condenação ao ex-gestor por qualquer irregularidade em seu mandato, que sequer foi citado para apresentação de defesa no processo, fato que reduz o material publicado à simples fake News, que infelizmente assola cada vez mais as redes sociais.

O segundo ponto diz respeito à inexistência de qualquer irregularidade por parte do ex-prefeito Antônio Doido, isto porque, o mesmo, ao assumir a gestão herdou a dívida previdenciária de outros ex-gestores e realizou diversos parcelamentos para que o Município sempre estivesse regular perante os Órgãos Federais (sendo o último parcelamento efetuado em dezembro de 2020, que acabou cancelado pela atual gestão), tanto que durante o mandato foi contemplado com milhões de reais em emendas e convênios para realização de diversas obras para a melhoria da população, o que será certamente demonstrado na defesa durante o curso do processo.

Agora o que causa estranheza e que remete ao título da matéria é que em simples busca por amostragem, se constatou que um servidor público municipal em emissão do seu Relatório do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), onde são visualizadas as competências em que houve o devido recolhimento do INSS, se percebe logo que durante os anos de mandato do Ex-Prefeito Antônio Doido, o servidor teve todos os seus recolhimentos informados, segundo imagem a seguir. Já neste curto período de quase dez meses de mandato, a atual gestão efetuou apenas a informação previdenciária de dois meses ao servidor.

Assim, fica o questionamento, qual interesse da atual gestão em solicitar o cancelamento do parcelamento efetuado no final do anterior mandato, alegando irregularidade no recolhimento e apontando dívida milionária do Município ao ex-gestor e não vem realizando os recolhimentos nesse curto tempo de mandato?



Fica nítido, neste único exemplo apresentado aqui, que quem está em débito com recolhimentos do servidor é a gestão atual, o que nos faz a perguntar: Quem tem telhado de vidro, deve atirar pedras para o ar?