Fundador das Casas Bahia aliciava crianças em troca de sexo

Vítimas relatam abusos cometido por empresários. Morto em 2014, ele mantinha uma rotina de exploração sexual de meninas entre 9 e 17 anos dentro da própria sede da Casas Bahia, além de imóveis de sua propriedade.

Por Alexandre Meireles 15/04/2021 - 21:57 hs

A história de vida do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein, também conhecido como "rei do varejo" carrega um passado tenebroso, onde o mesmo usava seu poder como empresário para, supostamente, manter um esquema de aliciamento de crianças e adolescentes para a prática de exploração sexual. As informações são do portal IG.

O esquema, que durou cerca de duas décadas, acontecia dentro da sede da empresa, em São Caetano do Sul, além de outras lojas em Santos, São Vicente, Guarujá e Angra dos Reis. O filho do empresário, Saul Klein, também teria participação nos crimes. Ele é investigado por aliciamento e estupro de mais de 30 mulheres.

Uma das vítimas do suposto esquema falou sobre os abusos. Karina Lopes Carvalhal, hoje com 40 anos, relatou que ficou sabendo pela irmã, de 12 anos, que o empresário dava dinheiro e presentes a menores de idade que fossem à sede da empresa. Na época, ela tinha 9 anos e topou ir ao local para ganhar um tênis. “Eu não tinha um tênis pra pôr, usava o das minhas irmãs, meus dedos eram todos tortos", contou.

Ela ainda deu detalhes sobre a ida até a empresa. “Minha irmã tinha me dito: ‘Ká, não se assuste porque ele vai te dar um beijinho’. Mas ele me cumprimentou e já passou a mão nos meus peitos. Ele dizia: ‘Ah, que moça bonita. Muito linda’”, ela relembra. A mulher conta que recebeu uma quantia em dinheiro e um tênis da marca Bical.

“A gente ficava contente que tinha ganhado um tênis. Não tínhamos noção dessa situação de violência”, avalia Karina.

Quando retornou à empresa, ela diz que as situações de exploração sexual ganharam escala e se tornaram parte da rotina. "A segunda vez, ele já me levou pro quartinho", revelou. Ela ainda disse que o empresário tinha um quarto anexo ao escritório, onde havia uma cama hospitalar.

Karina não teria sido a única vítima do acusado. O empresário mantinha uma rotina de exploração sexual de meninas entre 9 e 17 anos dentro da própria sede da Casas Bahia, além de imóveis de sua propriedade.

Samuel morreu em 2014, mas o filho segue sendo investigado por, pelo o que tudo indica, seguir os mesmos passos do pai.













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