Com quatro reajustes da Petrobras em dois meses, preço do combustível dispara e afeta população e economia

Por Alexandre Meireles 22/02/2021 - 21:30 hs

Um impacto em um setor que acaba afetando toda a população. Esse é o cenário que as recentes altas nos preços dos combustíveis estão promovendo no Brasil. Desde o início do ano, a Petrobras já reajustou quatro vezes o preço da gasolina e três vezes o do diesel. O último reajuste foi na última quinta-feira (18), que subiu os preços em 10,2% e 15,1%, respectivamente, os maiores reajustes de 2021. Só neste ano, o preço da gasolina vendida pela Petrobras acumula alta de 34,7%, enquanto o diesel fica em 27,7%.

De acordo com o economista e supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, o aumento do combustível impacta diretamente na alimentação dos paraenses. “No Pará, o aumento dos combustíveis tem um grande impacto grande, pois mais de 60% da alimentação dos paraenses é importada de outras regiões do Brasil. Todos padecem com essa situação, seja a dona de casa, seja o motorista. É um efeito dominó na economia e, para piorar, em um momento de pandemia, onde muitas pessoas tiveram a renda mensal reduzida ou até perderam os empregos.

Os preços praticados nas refinarias da Petrobras são reajustados de acordo com a taxa de câmbio e a variação do preço internacional do petróleo, negociado em dólar. “É necessário que tenha um equilíbrio financeiro para que não afete o consumidor final. A empresa está no Brasil, de brasileiro, deveria buscar um equilíbrio econômico, mas hoje a empresa está tendo lucro, pois está importando e exporta no mesmo preço lá de fora, prejudicando quem está aqui”, detalha Roberto Sena.

Ele completa dizendo: “minha avaliação é que tem que buscar o equilíbrio, a Nesta segunda-feira (22), Secretaria de Estado de Fazenda informou que o reajuste do preço do combustível é de responsabilidade exclusiva do Governo Federal e da Agência Nacional do Petróleo. Logo, o Estado do Pará aplica o preço da Petrobrás. Sobre a questão do ICMS, não houve aumento do imposto estadual. Enquanto isto, a Petrobrás e ANP - ambos vinculados ao Governo Federal - aumentaram em quase 35% o valor da gasolina, na refinaria.